A expressão “cultura pop” é bastante disseminada na mídia, mas você realmente sabe o que ela significa?

O que faz de alguém um ícone pop?

No texto de hoje, vamos falar sobre cultura pop e as suas origens. Confira!

Cultura pop????

O termo “cultura pop” define manifestações artísticas e culturais nas quais o povo tem participação ativa. É a antítese da “cultura erudita”, acessível apenas para uma parte da população.

O conceito de pop que conhecemos hoje veio à tona na década de 60, quando Andy Warhol, um dos maiores nomes do movimento “pop art”, criou trabalhos artísticos com grandes personalidades norte-americanas: Marilyn Monroe, Elvis Presley, John Wayne, Michael Jackson e Jacqueline Kennedy são alguns nomes.

O objetivo do movimento era criticar as comunicações de massa que emergiam desde o pós-guerra e que moldaram o conceito de Indústria Cultural, que transforma da arte e da cultura em mercadoria e consumo.

Com o tempo, a expressão “pop” se tornou sinônimo de um produto (e isso inclui celebridades e artistas) que consegue se popularizar rapidamente e permanecer por muito tempo no imaginário coletivo.

Artistas fazem parte da cultura pop

A comunicação de massa foi um acelerador da popularidade dos artistas, solidificando ainda mais a ideia do que é cultura pop. Atualmente, com o advento das mídias digitais, essa popularização é ainda mais rápida.

Beyoncé, Britney Spears, Madonna, Bruno Mars, Justin Timberlake e inúmeros outros artistas e grupos musicais estão no rol da cultura pop, assim como personagens de ficção como Batman, Superman e Mulher Maravilha. Até mesmo séries como The Big Bang Theory e Game of Thrones são exemplos de produtos que se tornaram referência pop por conta de sua grande popularidade.

A partir desses artistas, personagens, séries e filmes, são comercializados produtos como pôsteres, camisetas e canecas. Além disso, esses ícones são constantemente reinventados e suas histórias acabam revisadas pelo cinema e pela literatura.

A cultura pop, o underground e o erudito

A cultura pop tem capacidade de encantar multidões e, por isso, de se eternizar. Outro aspecto importante: sua simplicidade e rápida assimilação não tem um público definido. Qualquer pessoa pode se interessar ou ao menos conhecer algo da cultura pop.

O underground, porém, não é consumido rapidamente pelo grande público. Isso acontece principalmente porque os interessados em determinados artistas/personagens não desejam que os objetos de seus interesses se tornem conhecidos.

É o caso daquele seu amigo que adora uma banda que ninguém conhece – ele acaba gostando ainda mais do fato de que só ele e sua tribo a conhecem.

A cultura erudita, por sua vez, está ligada ao clássico, ao tradicional. Esse tipo de arte não é de rápido consumo, porque pressupõe bagagem de conhecimento para compreendê-lo. 

Alguns exemplos de cultura erudita são Mozart, Beethoven, Schubert, Botticellie, Da Vinci, Michelangelo, etc.

O que a filosofia pode aprender com a cultura pop

A filosofia ajuda o ser humano a entender a si mesmo e a identificar valores que precisam ou não permanecer na sociedade.

O problema é que a filosofia não é algo de fácil assimilação, ao contrário da cultura pop, que consegue penetrar na mente das pessoas e faz com que elas jamais esqueçam um ícone ou uma ideia.

Alguns filósofos, como Mário Sérgio Cortella e Leandro Karnal, estão percebendo isso e se aproximando cada vez mais do público, por meio de uma linguagem cada vez mais acessível e que atraia interessados no que eles têm a dizer. Portanto, a filosofia pode se aproximar do grande público e não ficar mais restrita ao meio acadêmico.

Gostou de saber o que é cultura pop? Compartilhe esse conhecimento com seus amigos nas redes sociais para que eles também descubram mais sobre esse movimento!